Depressão Pós-Parto
15/07/2024     Depressão Pós-Parto    Kyria Rebeca

Depressão Pós-Parto

A depressão pós-parto (DPP) tem uma maior incidência no primeiro ano após o parto, especialmente entre a quarta e a oitava semana. Em torno de 20% das mulheres são acometidas por essa doença. A DPP aumenta o risco de interrupção precoce do aleitamento materno, sendo que o desmame pode piorar ou mesmo desencadear a depressão.

Os sintomas da DPP incluem ansiedade, irritabilidade, perda da capacidade de sentir prazer, alterações de sono e apetite, cansaço e desânimo, sentimentos de culpa, pensamentos de suicídio e infanticídio, tristeza profunda e fadiga, e  muitas mães não conseguem cuidar adequadamente do bebê.

Esses sintomas requerem tratamento imediato, geralmente uma combinação de terapia e medicação. A falta de tratamento pode acarretar importantes prejuízos na interação entre mãe e bebê e na formação do vínculo afetivo, além de inseguranças no cuidado com a criança.

Na DPP, a gestante pode ter passado todo o período gestacional bem e, após o nascimento, seus sentimentos mudarem, ou já apresentar alguns sinais de que não estava bem antes do bebê nascer. Afinal, as pessoas frequentemente falam sobre a maternidade com olhos brilhando, mas a realidade pode ser bem diferente. A chegada de um bebê traz várias mudanças hormonais, mudança na relação entre o casal, mudanças de carreira e de sonhos.

A mãe pode não ter recursos emocionais para lidar com todas essas mudanças, sentindo medo, falta de perspectiva de futuro, e a cobrança de ser uma boa. Além de tudo isso, há o desespero de ver o bebê chorando, com todas as suas necessidades, enquanto a mãe está vulnerável e também precisa de cuidados. Ter uma rede de apoio nesse caso é muito importante.

Na psicoterapia a mãe vai encontrar um local seguro, de acolhimento, onde ela vai poder aprender a identificar, entender e expressar seus sentimentos de forma saudável, aliviando a carga emocional e validando as experiências da mãe, ajudando-a a sentir-se menos isolada e incompreendida.

A terapia pode melhorar a comunicação e o relacionamento com o parceiro, familiares e amigos, além de diminuir sentimentos de culpa e vergonha, mostrando que a DPP é uma condição médica tratável. Reconstrói a autoestima e a confiança da mãe e ajuda aa desenvolver um plano de auto-cuidado, assegurando que ela cuide de suas próprias necessidades, além das do bebê.

Oferecendo um tratamento personalizado que leva em consideração as circunstâncias únicas da mãe, a psicoterapia combina esses benefícios para ajudar significativamente na recuperação da mãe, proporcionando-lhe as ferramentas e o suporte necessários para lidar com a DPP e melhorar sua qualidade de vida.

Atenção: Se você estiver em crise, com ideação ou planejamento suicida, ligue para o Centro de Valorização da Vida - CVV (188). Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue imediatamente para o SAMU (192), ou para o Corpo de Bombeiros (193).

Kyria Rebeca - . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Robson Ribeiro